domingo, 26 de setembro de 2010

interior

É que passarin que posô ni mim
Avuô baxin baxin
E canto seu canto brando no gaio seco da mangueira prantada
E na magueira de todos os meus santos
Onde guardo minha canseira depois dos dia de trabaio
O passarin que canto, canto o hino dos desonrado
É que o passarin, seu doto, sei como não mas divinhô o que mora aqui do lado
Aqui do lado de drento, mas tão drento seu doto que eu não acho a cura
É que tem umas lisura que escapa as entranha
É que as coisa escorrega pelos buraco dos dedo e me atrapia as vista do invisíver
É que o invisíver a gente também vê, né seu doto!
A gente não enxerga o canto do passarin mas vê com os zóio dus zuvido
A gente não enxerga o gosto quente da boca das muié da gente, mas a gente vê com a língua cada pedaço da boca viva dos diabos feminino
A gente não vê os predicados das moças cumpremetida mas sente cada pedaço das carnes das ancas como se fosse parte naturalmente nossa desde todo o sempre.
A gente não enxerga os invisiver entre eu e você mas sente com a força das matéria que vevem na gente a presença da sua presença ainda que intocada
A gente sente nas matéria da gente o corpo quente sem que ele esteja ao lado
A gente sente nas matéria da gente o sangue que pulsa nas veia da gente
E mesmo sentindo tudo isso, mesmo avivendo isso tudo, miseravermente eu perdi os prumo do que acontece aqui drento...