quinta-feira, 30 de julho de 2009

brincadeira de criança

Aquele ainda jovem menino que sonhava com pés descalços, vestia o terno comprido do papai. Seus ombros miúdos afogados em tecidos bem cortados. Ladeando os calcanhares, os bolsos cheios de sonhos e apelos que se esparramavam como capa de rei, à sombra do garotinho magro, miúdo e de cabelos negros.
Aquele doce menino de sonhos revolucionários já sabia que em seu caminho percalços viriam. Não se via como o garoto mais desejado ou acolhido aos meios sociais. Via-se livre. Era esse seu desejo de futuro. Em meio a isso outros sonhos fugazmente apareciam. Riqueza, conquistas, viagens. Desejou a lua, a princesa Cinderela, a luta mortal contra o dragão alado que cuspia fogo pelas ventas!
O pequeno menino sonhador tinha alma de poeta e, num dia cinza, atordoado em seus pensamentos, observara um quadro em que um triste palhaço choroso, sentado à meia lua, olhava pra fora da moldura como quem pedia socorro. O menino sabia o que deveria ser feito. Fuçou na gaveta do criado mudo, achou um caderno velho de capa azul e sentou à frente da imagem.
Contaria a história do sofrido palhaço que buscou na lua consolo para as mazelas da vida. Ao cabo de sua historia, o palhaço saltaria do quadro num mortal triplo. Pousaria seus compridos sapatos coloridos no tapete do quarto, silenciaria a TV para todo o sempre e, num salto livre, planaria até a janela ao encontro da desconhecida e famigerada liberdade...
Ahhhh, liberdade...
Seria tolice a minha tentar enquadrá-la em palavras. Mais difícil ainda é experimentá-la com o coração...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

um mundo em páginas

Um mundo inteiro cabe em 596 páginas. Na verdade, cabe muito mais que isso. Cabe um pedaço de mim esquecido num passado longínquo. Não se trata de literatura erudita, sofisticada. Trata-se de um conto fabuloso de um mundo doce e imaginário. Uma certa ingenuidade inerente à fantástica infância que, durante horas, me toma pelo braço e me carrega prum lugar incerto intrínseco em minha´lma.
Busco nessas páginas muito mais do que a autora gostaria ou, talvez, me permitiria. Retomo a mim mesmo, com sede, com fúria. Quero lembrar-me que já fui ingênuo, que acredito no mundo, no amor, nas pessoas e na vida. Suguei-me todo numa descrença sem fim. Achei que ao fazer assim bloquear-me-ia do mundo nefasto e concentraria minhas energias em terras mais férteis. Enganei-me. Deposito minhas esperanças nesse quadrado de passado que folheio vorazmente.

Acho que tem dado certo...

domingo, 26 de julho de 2009

friedly fires











do caraleo!!!!!

questionário de ausências







Sigo seco, apodrecido.Penso que esqueci, pouco a pouco, minha inocência. Nada é mais nefasto que indiferença. O neutro mórbido dos moribundos. Dou de ombros ao amor. Pobre alma a minha que desaprendeu a amar. Busco a inocência perdida, o toque sincero e a flor que um dia eu plantei nalgum lugar. Lugar que minha memória insiste em esconder de mim.

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Minha existência esmaecida emudece em sua ausência.

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Se teu olhar cruzar o meu, serei eu capaz de te reconhecer?


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Should I save myself for later?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

promessa

a thing for me

liberdade

Meus olhos não mais repousam em seus sussuros. Meus olhos são livres e farejam desejos noutros cantos. Canto livre o desejo de me querer mais.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Hunter






Repouso tranquilo em meus pensamentos. é tempo de um novo tempo. aquele antigo caderninho de pequenos rabiscos, adeus!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

What ever happened




Uma certa angústia nova anuvia meus pensamentos. A incerteza de um sentimento que não brota me faz pensar. Não deveria. Eu deveria sentir e pronto. Ou, ao contrário, não sentir, simplesmente.
Mas não, minha existência se exprime na tentativa ingênua de fazer escorrer uma justificativa qualquer. Por quê?
Maldita pergunta que não cala. E eu racionalizo. Não me entendo. Sou de uma espontaneidade ariana, muitas vezes despercebida pelo tom calmo com que tenho pintado minha personagem passageira. Aqueles que me vêem desatentos não percebem que em mim mora um sangue vermelho que escorre pelos cantos enquanto tento futilmente controlá-lo. Pobre de mim que não sei me conduzir. E cá estou, agora, enlaçado pelos meus desejos.
Desejo-te, é verdade. Mas você não me emociona. Seu mundo não me parece encantador. É apenas seu, e pronto. E nele, eu, pessoa inteira e emocionada, não caibo. É triste dizer isso assim, a seco. Mas, é verdade.
Tudo estaria resolvido se outra pergunta não viesse à tona. Por quê? O que no seu mundo interessante e carinhoso, naquele seu mundinho todo pleno e aconchegante, em nossos enlaces delirantes, de intensidades múltiplas, o que no seu mundinho há de ausente?
Algo falta. Ou, algo falta em mim?
Essa angústia de uma ausência que se faz presente reverbera em meus pensamentos de modo que só penso no por vir.
I wait and tell myself "life ain't chess,"But no one comes in and yes, you're alone...

sábado, 11 de julho de 2009

sábado chuvoso

tchau preguiça!


sexta-feira, 10 de julho de 2009

possibly maybe






"As much as I definitely enjoy solitudeI wouldn't mind perhaps spending little time with you Sometimes Sometimes..."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

pelos sentidos

pelas delicadas linhas que brotam dos seus poros,

pelo riso ardente que me contamina

pelo cheiro quente do nosso enlace

pelo pêlo que pinica e arrepia

pela vida que é um acontecimento em si e que por ela, tudo vale.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

mediocridade

revelar a mediocridade, não afim de superação ou conformismo, é uma virtude áspera. dói, machuca e não engrandece. talvez aponte apenas um norte para a existência como um todo...