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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mentiras Sinceras

É, pois é...
Difícil controlar um desejo assim, tão intenso.
Não deu. Podia culpar o álcool, o sol, o vento, a lua e o seu coelho de crateras. Mas não. É tudo culpa minha. Meus pelos pinicam minha pele quando tocam a sua. Arrepiam meus cabelos, meus sentidos, seus gemidos e eu, ah....e eu!
Naquele instante descontrolado, seu corpo todo eriçado, nossos ventres conjugados e eu... eu em teu colo, tua cintura, teu pescoço. eu objeto transitivo, transpirando, desejando, controlando o descontrole de modo que meus dedos guiavam meus sentidos. Eu era só desejo e a consciência pro escambal!

Sua pele quente, rosa pelo calor de nossos corpos, seus olhos revirados, seus gemidos sussurrantes, seus cabelos emaranhados entre meus dedos. Éramos dois inteiros gozando da vida. Repousado em teu colo, ofegante, a realidade vinha à galope. Te desejo, sim. Mas não te amo. Envolvê-lo em meus braços é uma mentira prazerosa. No dia seguinte me pego pensando até que ponto mentiras sinceras me interessam.....

domingo, 26 de julho de 2009

questionário de ausências







Sigo seco, apodrecido.Penso que esqueci, pouco a pouco, minha inocência. Nada é mais nefasto que indiferença. O neutro mórbido dos moribundos. Dou de ombros ao amor. Pobre alma a minha que desaprendeu a amar. Busco a inocência perdida, o toque sincero e a flor que um dia eu plantei nalgum lugar. Lugar que minha memória insiste em esconder de mim.

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Minha existência esmaecida emudece em sua ausência.

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Se teu olhar cruzar o meu, serei eu capaz de te reconhecer?


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Should I save myself for later?

domingo, 12 de julho de 2009

What ever happened




Uma certa angústia nova anuvia meus pensamentos. A incerteza de um sentimento que não brota me faz pensar. Não deveria. Eu deveria sentir e pronto. Ou, ao contrário, não sentir, simplesmente.
Mas não, minha existência se exprime na tentativa ingênua de fazer escorrer uma justificativa qualquer. Por quê?
Maldita pergunta que não cala. E eu racionalizo. Não me entendo. Sou de uma espontaneidade ariana, muitas vezes despercebida pelo tom calmo com que tenho pintado minha personagem passageira. Aqueles que me vêem desatentos não percebem que em mim mora um sangue vermelho que escorre pelos cantos enquanto tento futilmente controlá-lo. Pobre de mim que não sei me conduzir. E cá estou, agora, enlaçado pelos meus desejos.
Desejo-te, é verdade. Mas você não me emociona. Seu mundo não me parece encantador. É apenas seu, e pronto. E nele, eu, pessoa inteira e emocionada, não caibo. É triste dizer isso assim, a seco. Mas, é verdade.
Tudo estaria resolvido se outra pergunta não viesse à tona. Por quê? O que no seu mundo interessante e carinhoso, naquele seu mundinho todo pleno e aconchegante, em nossos enlaces delirantes, de intensidades múltiplas, o que no seu mundinho há de ausente?
Algo falta. Ou, algo falta em mim?
Essa angústia de uma ausência que se faz presente reverbera em meus pensamentos de modo que só penso no por vir.
I wait and tell myself "life ain't chess,"But no one comes in and yes, you're alone...