domingo, 30 de agosto de 2009

por um fio







sinto como se a existência toda tivesse agarrada a um fio fino e frágil vulnerável à qualquer intempere!


sábado, 29 de agosto de 2009

SOL

o Sol veio com a força da vida. em meio à penumbra em que eu repousava no meu quarto escuro, o Sol, raio por raio, fez -se presente. aos poucos, os fechos de Luz que perfuraram a janela negra do meu quarto escuro foram de uma sutileza sublime que me fizeram acordar. Abri os olhos e o quarto era de uma claridade viva. a Vida parecia inteira e completa. acordar era preciso. o quarto escuro estava claro. claro como o Sol. e o Sol, que me soprou uma brisa leve, disse:

- a Vida é chama que arde, chama que arde e que motiva. chame a sua ardência de Vida e, com urgência, viva!

domingo, 23 de agosto de 2009

congelado

Era um dia como o de hoje. Um dia estático. Nada, absolutamente nada, marcava o tempo. O ar era de neblina branca que gotejara a janela em pingos precisamente iguais. Gotas redondas com gotas redondas que não formavam desenho algum. Não havia vento e parecia não haver sequer gravidade, pois as gotas que eram gotas gordas permaneciam coladas à superfície lisa e fina da janela. Olhara pra fora e não havia nada além de uma negra bola refletida no vidro fino que de tão fino era contaminado pelo branco estático da neblina branca que desenhava a paisagem sem horizonte.
Era um dia plano. O olho preto fixava-se ao único elemento de possível dinâmica: seu próprio reflexo na janela. A bola preta contemplava a bola preta com a esperança ingênua de que sua concentração estática deslocaria a própria imagem pra uma realidade muito mais fluida e móvel. Pobre olho desejante que desejava enxergar além.
Não havia pisco. Não havia lágrima. Não havia nada que não fosse a circunferência negra envolta em espessa névoa branca. Havia o contraste em branco e preto e, talvez esse contraste, motivasse a esperança de que num salto súbito o dia todo plano e estático despencaria, degrau por degrau, do ilustre pedestal em que o garoto de olhos negros havia ingenuamente se colocado.
A esperança toda por um fio. Um suspiro preso no por vir. A vida toda acontecendo em um futuro suspenso por um presente preguiçoso que se recusa a todo custo a virar passado.

questão



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Why am I so far away from myself?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Im.preciso


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Precisamente há um ano atrás, eu repousava tranquilo na dormência da incerteza. precisamente há um ano atrás, eu era todo medo. Precisamente há um ano atrás, eu era preciso.


domingo, 16 de agosto de 2009

Pensamento II

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How deep you dare to love?








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sábado, 15 de agosto de 2009

pensamento do dia

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não é que eu sinto falta de alguma coisa é a ausência que tem se feito presente...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

indicação da Lu






coisa linda de Deus!

sábado, 8 de agosto de 2009










How you get to find love, real love?

bem-vindo






há dois dias que esse filme não sai da minha cabeça. há na entrelinha uma palavra indizível é uma palavra que tem a força de uma existência inteira e por isso inominável .algo mora ali. desde que deixei a sala de cinema esse algo me acompanha era exatamente o que eu estava procurando e que ingenuamente chamei de inocência. não é inocência não. mas está próximo. não sei se devo abrigar isso em uma palavra a palavra escapa e enquadra numa parede branca esse isso que é todo colorido e mutante.

não sei o que sinto mas sei que sinto e esse sentimento cresce em mim a medida que me aproximo dele. acho que amo esse desconhecido forasteiro que acaba de chegar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

don´t worry, be happy!!!

Bobby McFerrin, o cara que canta "don´t worry, be happy" manda benzasso como professor de música, canto, neurociência e, acima de tudo, do prazer em coisas simples!

Mentiras Sinceras

É, pois é...
Difícil controlar um desejo assim, tão intenso.
Não deu. Podia culpar o álcool, o sol, o vento, a lua e o seu coelho de crateras. Mas não. É tudo culpa minha. Meus pelos pinicam minha pele quando tocam a sua. Arrepiam meus cabelos, meus sentidos, seus gemidos e eu, ah....e eu!
Naquele instante descontrolado, seu corpo todo eriçado, nossos ventres conjugados e eu... eu em teu colo, tua cintura, teu pescoço. eu objeto transitivo, transpirando, desejando, controlando o descontrole de modo que meus dedos guiavam meus sentidos. Eu era só desejo e a consciência pro escambal!

Sua pele quente, rosa pelo calor de nossos corpos, seus olhos revirados, seus gemidos sussurrantes, seus cabelos emaranhados entre meus dedos. Éramos dois inteiros gozando da vida. Repousado em teu colo, ofegante, a realidade vinha à galope. Te desejo, sim. Mas não te amo. Envolvê-lo em meus braços é uma mentira prazerosa. No dia seguinte me pego pensando até que ponto mentiras sinceras me interessam.....

simplicidade

retomando paixões







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Desesperado. Desejo me ter de volta!

domingo, 2 de agosto de 2009

Recado à minha inocência

Inocência querida, não sei bem ao certo como te pedir que voltes. Entendo que em seu processo de existência a fuga, um dia, se faz necessária. E quando vais, vais e pronto. Nunca mais voltas e, se voltas, não és mais a mesma.
Entendo seu processo linear. Começo e fim, sempre. Quero identificar sua morte em mim – porque já conheço seu começo – e tornar-me meio. Agarrar suas pontas e tornar-me ponte. Fazer de tua linha um círculo, ou, ao menos, um triângulo. Pra que o seu fim assegure sempre um começo. Um começo de uma nova existência ingênua.
Ingenuidade, querida. Viver sem ti é de uma desesperança amarga. Viver é de uma dor constante. Dói num vazio profundo, profano e esgarçado.
Volta pra mim, volta. Volta porque eu sei que sua existência alimenta o sonho e o sonho não mina a dor em si, mas dá, à dor, sentido.

sábado, 1 de agosto de 2009